terça-feira, 12 de agosto de 2014

11 de agosto - Dia do Advogado.


Depois de alguns anos, descobri que não escolhi ser advogada, o direito é quem me escolheu para ser uma de suas representantes.

Até então, como toda força utópica da juventude, queria apenas mudar o mundo...

Sem saber o como, fui estudar ciências jurídicas e sociais apenas para agradar meu avô e meu pai, que queriam o primeiro advogado da família. Logo a mim coube a difícil tarefa; que ironia agradecer a insistência dizendo: Logo a mim coube essa Linda tarefa.

Digo isso, porque estudar direito era para mim me enterrar em um calabouço, tinha medo de que a ciência destruísse minha imaginação, ao invés de exercitar e disciplinar suas funções... E por muito tempo acreditei que estava sendo absorvida por um sistema e me vendendo a massa.

Pobre de mim... a cada história, a cada biografia, eu me via no interior da sociedade, e como um misto de tarefa e promessa, vi meu sonho se concretizar, ninguém transforma o social se não estiver voltado para os problemas da biografia, da história e das suas conexões recíprocas na sociedade.

Ser advogada fez meu sonho se realizar...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Olhos nos olhos...


 
Encontrei-me no instante em que meu olhar se perdeu no seu olhar.
Por alguns minutos, não enxerguei nada, apenas me senti observada, e aos poucos sua imagem foi desembaçando, e pude ver um olhar acolhedor, firme, calmo...
Aquele instante ficou fotografado na minha memória, e a cada encontro nos desvendávamos apenas no olhar, momentos mágicos.
Quanto mais nos olhávamos, mais nos conhecíamos, minha alma já era sua, e a sua minha, quando de repente senti seus braços em volta do meu corpo, perdi o chão, e ao me trazer para junto do seu corpo naquele abraço, flutuei.
Corações pulsavam acelerados, olhos nos olhos, quase um Ciclope, respirações ofegantes, um misto de medo e desejo, você repousou minha cabeça sobre seu peito, e adormecemos.
Não verbalizamos nenhuma jura de amor eterno, desnecessário se fez... apenas nos olhamos.

domingo, 7 de abril de 2013

Livre, leve e solta...


 
 
 
Eu sou livre, leve e solta para escrever, mas a sombra que tenta acompanhar, as vezes impede que eu veja os primeiros raios de sol, como se todos os dias fossem nublados.
O meu pensar goteja como chuva, ele é mais forte que a culpa que tentam imputar.
Quanto mais reflito na hipocrisia alheia; quanto mais tento me adequar a esse mundinho de valores invertidos, eu penso...
E quanto mais eu penso, mais incoerências vão sendo verbalizadas e vomitando esse desconexo, vou borrando as sombras, e cavando espaços para ver o sol, e enterrando as sobras do que não me pertence.
Cada dia sou mais eu, e menos o que querem que eu seja, sem medo, sem culpa e sem vergonha para ser feliz.

Amadurecer.

Ando cantarolando pelos cantos, uma canção que nunca fez tanto sentido para mim, "quero colo, estou com medo, vou fugir de casa..." bem assim, tudo junto e misturado estão meus sentimentos, quase uma bipolar... Choro muito e também dou risadas , pois ambos disfarçam meus tormentos, tristezas e alegria.
Nos últimos dias muita coisa tem acontecido, e eu que sempre me julguei auto suficiente, queixo duro estremeci.
Sabe aquele cara que você jurava que era o cara da sua vida, então ele não era o cara, e já não ando sentindo falta do abraço apertado, nem da falsa jura de para sempre, ele tornou-se só mais um entre uma multidão
Também não ando sentindo falta daquela garota, que jurava que amava aquele cara, nem da inocência de menina.
Venho notando que existem a minha volta outros, mais bonitos, mais interessantes e outros mais babacas que aquele que fez meu coração dançar em descompasso durante anos, e me posiciono ao que é essêncial, imprescindível, e após um ciclo de introspecção, desarmada do ranso do passado me pego pensando em um alguém... rs
Estou com medo dos próximos acontecimentos na minha vida...
Ah, preciso te contar aind que retomei os estudos, claro que nunca ficaram parados, mas não me dedicava com mesmo afinco, coloquei isso na mala dos meus sonhos e projetos e vou fugir temporáriamente de casa... rs, sério, com viagem marcada para iniciar uma mudança de Estado, uma mudança lenta. Se vai dar certo? não sei, a única certeza é que estou agindo, e deixando o medo me impulsinar na concretização dessa nova etapa.
Você bem sabe que nunca gostei de voar baixo, onde meus pés tocam o chão. Gosto de altura, aventuras e desafios, e nos últimos meses venho assumindo novos projetos desafiadores, e vendo que sempre existem possibilidades atrás das inseguranças que teimamos em construir. 
Firmar raízes e alicerces não significa ter que estagnar.
Compreendo melhor a cada dia que o não eu já tenho, e que tudo pode ser convertido em sim, então eu me lanço, e vou em busca das melhores condições de voo para alcançar meus sonhos.
Amadurecer tem sido sofrido, mas também tem sido encantador, é como deixar de olhar a vida pelo buraco da fechadura, para escancarar a porta e viver um mundo de oportunidades.
Ousar... meu lema... e aí vou eu... claro, que cantando e a trilha sonora vai mudando....

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resposta.

Tentando fotografar o Planeta Vênus e a Lua, registrei uma das imagens mais lindas, a lua apaixonada. Na ocasião como amante do céu, apenas pensei em registrar a Lua e Vênus por diversos ângulos, enquanto seguia o conselho de Gonzagão dizendo: "Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo...". Não era noite de São João, não estava estrelado, mas estava lindo e eu o admirava da janela do meu quarto, e Vênus admirava a Lua, e foi tudo por aquela noite véspera do último dia ano de 2012. Para falar a verdade enquanto fotografava o céu, me sentia aquele grão de areia sonhador, da canção, que olhando o céu viu uma estrela e imaginou coisas de amor. Imaginei meus amores que já partiram os que caminham ao meu lado e elevei agradecimento fazendo uma prece por cada um. Nesse momento que meu pensamento orava, ousei a pedir aquele amor especial. Não sei se foi resposta, mas para espanto ao imprimir as fotos, a lua se fez coração. Vejam coração... Coração que pulsa o sangue, e ativa o movimento, que descompassa que dá sabedoria, intuição, personificação do absoluto, oposição a razão, que ama. Eu creio que há mais coisas entre o céu e a terra do que possamos imaginar. Eu creio nos sinais que são enviados, e que passam despercebidos, ignorados por nós. Que essa lua seja a estrela que guiou os Reis Magos, ao encontro de Cristo, e nos direcione um em direção ao outro, para sermos presentes valorosos, incenso, mirra e ouro. E a exegese vai enxergar a resposta da Lua Apaixonada uma profecia cumprida.

Não quero um quase.

Não quero um quase. Quase não forma história, quase não cria vínculos... É exatamente esse lapso do que não foi que intriga, que magoa que deixa inquietude e tudo em rebuliço, poderia até chamar isso de curiosidade. Porém, curiosidade, é muito pouco. É essa meio verdade que esta contida, que trapaceia o outro lado do conto, que faz o quase consumir o pensamento com mil perguntas, estonteantes que gritam, esperneiam e ficam sem respostas. Como criança em fase de por que, como mãe perdida no tiroteio sem argumentos. Inventar respostas será que satisfaz essa mente inquieta? Dar uma segunda chance pro outro lado da história? Mas, e se o outro lado da história for pior que o vazio de respostas? Se houver dor, ao invés de amor? E se criar expectativas de conto, onde for apenas uma breve história, ou uma frase solta? É esse se do quase, que qual estranheza poderia ser, e não se formou que incomoda. Quase, é a reticências que prolonga o que não tivemos coragem ou oportunidade de viver, de sentir de pontuar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Confissão

Confessei para mim, as minhas dúvidas, diante da minha última descoberta E me envergonhei de assumir esse medo, essa insegurança. Tudo que precisava naquele momento era de colo... Não qualquer colo... eu precisava era de você. Você que fez parte de mim por tantos anos e derrepente notei que não faz mais, e me dei conta que sinto a sua falta, e tive medo. Medo? Sim, medo do vazio. Medo de me reencontrar solitária. Medo de ver o oco de sentimentos que paira nesse peito atordoado desse nada. E esse nada me troxe uma insegurança de não saber o que fazer com essa confusão toda. E perguntei - e depois que essa tempestade passar? Devo olhar pro lado e descobrir que existem outras oportunidades e arriscar o amor em qualquer outro nome, em qualquer outro braço? Ou devo me recolher e ficar a espera da pessoa certa? Ou ainda quem sabe me recolher e fechar as portas definitivamente? Me faltam respostas e confessei que quero colo... mas, o seu também não preenche mais esse vazio, porque já é uma vaga lembrança, não faz quentinho, não completa meu álbum... E confesso que querer algo desconhecido aumenta o meu medo, questiono os tantos não sei sem resposta e isso me causar mais insegurança, e não sei se ele está mais para um impulso ou uma estagnação. Nesse momento Silêncio total... até meu coração pulsa devagarinho, como se ele estivesse tentando passar despercebido e ao invés de bater loucamente na porta do amor, ele caminha na pontinha dos pés em sapatinho de lã. Só não confessei o mais importante... esse coração é um amante incorrigível e sempre acredita nas travessuras do amor!!!