domingo, 7 de abril de 2013

Amadurecer.

Ando cantarolando pelos cantos, uma canção que nunca fez tanto sentido para mim, "quero colo, estou com medo, vou fugir de casa..." bem assim, tudo junto e misturado estão meus sentimentos, quase uma bipolar... Choro muito e também dou risadas , pois ambos disfarçam meus tormentos, tristezas e alegria.
Nos últimos dias muita coisa tem acontecido, e eu que sempre me julguei auto suficiente, queixo duro estremeci.
Sabe aquele cara que você jurava que era o cara da sua vida, então ele não era o cara, e já não ando sentindo falta do abraço apertado, nem da falsa jura de para sempre, ele tornou-se só mais um entre uma multidão
Também não ando sentindo falta daquela garota, que jurava que amava aquele cara, nem da inocência de menina.
Venho notando que existem a minha volta outros, mais bonitos, mais interessantes e outros mais babacas que aquele que fez meu coração dançar em descompasso durante anos, e me posiciono ao que é essêncial, imprescindível, e após um ciclo de introspecção, desarmada do ranso do passado me pego pensando em um alguém... rs
Estou com medo dos próximos acontecimentos na minha vida...
Ah, preciso te contar aind que retomei os estudos, claro que nunca ficaram parados, mas não me dedicava com mesmo afinco, coloquei isso na mala dos meus sonhos e projetos e vou fugir temporáriamente de casa... rs, sério, com viagem marcada para iniciar uma mudança de Estado, uma mudança lenta. Se vai dar certo? não sei, a única certeza é que estou agindo, e deixando o medo me impulsinar na concretização dessa nova etapa.
Você bem sabe que nunca gostei de voar baixo, onde meus pés tocam o chão. Gosto de altura, aventuras e desafios, e nos últimos meses venho assumindo novos projetos desafiadores, e vendo que sempre existem possibilidades atrás das inseguranças que teimamos em construir. 
Firmar raízes e alicerces não significa ter que estagnar.
Compreendo melhor a cada dia que o não eu já tenho, e que tudo pode ser convertido em sim, então eu me lanço, e vou em busca das melhores condições de voo para alcançar meus sonhos.
Amadurecer tem sido sofrido, mas também tem sido encantador, é como deixar de olhar a vida pelo buraco da fechadura, para escancarar a porta e viver um mundo de oportunidades.
Ousar... meu lema... e aí vou eu... claro, que cantando e a trilha sonora vai mudando....

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resposta.

Tentando fotografar o Planeta Vênus e a Lua, registrei uma das imagens mais lindas, a lua apaixonada. Na ocasião como amante do céu, apenas pensei em registrar a Lua e Vênus por diversos ângulos, enquanto seguia o conselho de Gonzagão dizendo: "Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo...". Não era noite de São João, não estava estrelado, mas estava lindo e eu o admirava da janela do meu quarto, e Vênus admirava a Lua, e foi tudo por aquela noite véspera do último dia ano de 2012. Para falar a verdade enquanto fotografava o céu, me sentia aquele grão de areia sonhador, da canção, que olhando o céu viu uma estrela e imaginou coisas de amor. Imaginei meus amores que já partiram os que caminham ao meu lado e elevei agradecimento fazendo uma prece por cada um. Nesse momento que meu pensamento orava, ousei a pedir aquele amor especial. Não sei se foi resposta, mas para espanto ao imprimir as fotos, a lua se fez coração. Vejam coração... Coração que pulsa o sangue, e ativa o movimento, que descompassa que dá sabedoria, intuição, personificação do absoluto, oposição a razão, que ama. Eu creio que há mais coisas entre o céu e a terra do que possamos imaginar. Eu creio nos sinais que são enviados, e que passam despercebidos, ignorados por nós. Que essa lua seja a estrela que guiou os Reis Magos, ao encontro de Cristo, e nos direcione um em direção ao outro, para sermos presentes valorosos, incenso, mirra e ouro. E a exegese vai enxergar a resposta da Lua Apaixonada uma profecia cumprida.

Não quero um quase.

Não quero um quase. Quase não forma história, quase não cria vínculos... É exatamente esse lapso do que não foi que intriga, que magoa que deixa inquietude e tudo em rebuliço, poderia até chamar isso de curiosidade. Porém, curiosidade, é muito pouco. É essa meio verdade que esta contida, que trapaceia o outro lado do conto, que faz o quase consumir o pensamento com mil perguntas, estonteantes que gritam, esperneiam e ficam sem respostas. Como criança em fase de por que, como mãe perdida no tiroteio sem argumentos. Inventar respostas será que satisfaz essa mente inquieta? Dar uma segunda chance pro outro lado da história? Mas, e se o outro lado da história for pior que o vazio de respostas? Se houver dor, ao invés de amor? E se criar expectativas de conto, onde for apenas uma breve história, ou uma frase solta? É esse se do quase, que qual estranheza poderia ser, e não se formou que incomoda. Quase, é a reticências que prolonga o que não tivemos coragem ou oportunidade de viver, de sentir de pontuar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Confissão

Confessei para mim, as minhas dúvidas, diante da minha última descoberta E me envergonhei de assumir esse medo, essa insegurança. Tudo que precisava naquele momento era de colo... Não qualquer colo... eu precisava era de você. Você que fez parte de mim por tantos anos e derrepente notei que não faz mais, e me dei conta que sinto a sua falta, e tive medo. Medo? Sim, medo do vazio. Medo de me reencontrar solitária. Medo de ver o oco de sentimentos que paira nesse peito atordoado desse nada. E esse nada me troxe uma insegurança de não saber o que fazer com essa confusão toda. E perguntei - e depois que essa tempestade passar? Devo olhar pro lado e descobrir que existem outras oportunidades e arriscar o amor em qualquer outro nome, em qualquer outro braço? Ou devo me recolher e ficar a espera da pessoa certa? Ou ainda quem sabe me recolher e fechar as portas definitivamente? Me faltam respostas e confessei que quero colo... mas, o seu também não preenche mais esse vazio, porque já é uma vaga lembrança, não faz quentinho, não completa meu álbum... E confesso que querer algo desconhecido aumenta o meu medo, questiono os tantos não sei sem resposta e isso me causar mais insegurança, e não sei se ele está mais para um impulso ou uma estagnação. Nesse momento Silêncio total... até meu coração pulsa devagarinho, como se ele estivesse tentando passar despercebido e ao invés de bater loucamente na porta do amor, ele caminha na pontinha dos pés em sapatinho de lã. Só não confessei o mais importante... esse coração é um amante incorrigível e sempre acredita nas travessuras do amor!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Escrevendo Histórias

Que saudade eu estava de escrever... creio que é quase a mesma saudade que eu tenho de mim, de você.
Meus dedos teclam na velocidade imposta pelos gritos do meu pensar, perturbado de histórias e palavras que querem ficar impressas nesse texto.
Ânsia que se iguala ao pulsar do meu coração, quando sua voz rompe o silêncio que nos distânciam e nos aproximam como tatuagem na pele.
Misto de torpor e êxtase, desatino e acalanto.
Entre riscos e rabiscos, formo frases, entre erros e acertos formo histórias, contos que se controem de alegrias e é borrado nas lágrimas da ausência de escrever ou de viver momentos com você.
Teclar é sentir nas pontas dos dedos o texto pulsar, e como tocar seu corpo e sentir o arrepiar de sua pele, é um pedido, as ser comigo emoções, é ficar inebriado, descobrindo e redescobrindo sensações e exautos de prazer não haver mais distinção de nós;




sábado, 29 de janeiro de 2011

Tempestade

O tempo esta se fechando, armando o maior temporal, eu observando suas transformações, suas revoltas relampejantes, ouvindo os estrondos.

Enquanto isso fico a pensar nos últimos acontecimentos da minha vida, minhas trnasformações, e como ando revoltada e faiscante como o céu, o quanto eu quero gritar, e chorar...

Eu e o céu num choro intenso e devastador;

Minhas lágrimas rolam pela face e me molho com os pingos grossos que caem desesperados do céu que olho esperando, não sei o que.

Sufocada entre lágrimas e palavras, meus sonhos desmoronam soterrando e devastando os mais belos sentimentos que aqui existiram, vem destruindo expectativas, os sonhos que serviam de encostas. Tudo se torna um monte de entulho, lama que desceu morro abaixo.

E é chuva de pedra, eu pior que Maria Madalena, apedrejada, apontada, culpada, julgada pelo céu pelo único pecado sentenciado como ânsia insessante de te agradar. E fico sem chão.

Quando a tempestade passar, vou contabilizar as perdas, retornar ao local "a quo" e reconstruir nas mesmas terras, no mesmo ser abalado, marcado e com sintomas do que um dia foi, do que poderia ter sido e não foi...

Com essas águas de tormenta compreendi o dito "não tinha nada, e perdi tudo", e que retornar a zona de perigo não é falta de vergonha na cara.

Porque nenhum abrigo é como sua casa, porque nenhum braço me abraça como vc.

Então, quando esse choro passar e sua saudade chamar meu nome, vou retornar para recomeçar essa história, e mesmo sabendo que haverá outras tempestades, vou acreditar que essa terra vai ter fundação e que nada destruirá e levará vc de mim.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amantes Anônimos.

Me pego a pensar em você mais uma vez, e nego a acreditar que estou aceitando todas as suas crises, de não saber o que quer, como quer, se é que quer alguma coisa.
Me pego acreditando numa falsa felicidade e num retorno que será real apenas nos meus sonhos.
Mais um desvaneio, mais uma recaída... que merda!
Sei que quando você chega no meu pensamento, ele funciona como um pára-raios.
Não quero pensar em você, não quero gostar de você, não quero você pela metade, nem de vez enquando... Não!
Que carência filha da puta é essa que me joga todas vez pra mesma reticência... Logo eu que me julgo tão esperta e já ssaber de cor todas as vírgulas, todas as interrogações, todas as exclamações e nenhum ponto final, apenas mais uma reticência...
Mesmo assim, deixo esses delírios pensantes acontecerem, mesmo jurando nunca mais, porque eu sei que quando o telefone tocar ou quando você pelo msn chamar minha atenção eu vou topar, mesmo sabendo que o felizes para sempre não vai passar de um encontro as escondidas sem futuro nenhum.
E muito pior que tudo isso é saber que eu vou levar a sério cada fala cretina sua de que me adora, de que sou única na sua vida e que um dia ficaremos juntos para sempre.
Sei que vou reproduzir cada segundo desse encontro clandestino durante toda a semana, e nessas horas eu tenho vontade de pedir para ser meu, para ficar comigo, sem promessas de felizes para sempre e de que tudo vai ser fáciL, mas também só penso, então eu juro pela milésima vez que não vou mais querer você, que não vou mais pensar em você e que vou achar outro para ocupar a falta que você me faz.
E mais uma vez, vou chorar engolindo o soluço que sufoca e escrever mais um texto estúpido, vulgarizando o melhor sentimento que tem dentro de mim, como forma de punição por gostar de alguém idiota o suficiente que não saca isso.
Preciso entrar para um AA - Amantes Anônimos para aprender a vencer a cada dia o primeiro pensamento, o primeiro gesto seu de se aproximar de mim, o primeiro gole da sua pessoa.
Quero me desintoxicar desse vício maldito que é te desejar, pois sei que me faz mal.
Tenho que vencer você um dia após o outro, e assim sucessivamente, eu vou conseguir, pode não ser fácil.