Quero redesenhar essa história sem graça, do qual denominei de MINHA VIDA, de maneira surrealista.
Não Cubista, SURREALISTA, com contornos da infância que não fora atingida pela falsa inteligência da vida moderna, que continua imaculada em sua virgindade espiritual.
Esses novos contornos vou deixar enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa do que eu chamei vida, para recriá-la, para eu devorá-la de garfo e faca e me lambuzar nesse banquete de inquietudes.
Vou apagar os traços riscados que estão destruídos pelo racionalismo, e quem sabe por um descuido artístico dessa nova arte, eu consiga a alforria das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, redesenhar os conceitos de trabalho, moral, religião... fazer um desenho onde caiba o colorido dos melhores SONHOS e REALIDADE!!!
E na busca incessante desse cartum perfeito as ideias que até hoje trago como máxima de bom gosto e decoro devem ser subvertidas... tenho que restaurar os poderes da imaginação, castrados pelos limites do utilitarismo da sociedade burguesa, e superar a contradição entre a objetividade e a subjetividade, tentando consagrar uma poética da alucinação, de ampliação da consciência... isso sim será uma grande OBRA DE ARTE!!
Vou redesenhar minha história sem manter as formas do dadaísmo e não explico por que odeio o bom-senso... (risos).
Essa figura será um manifesto declamado vou viver o meu estado puro, mediante o qual proponho transmitir verbalmente, por escrito, ou por qualquer outro meio o funcionamento do pensamento; ditado do pensamento, suspenso qualquer controle exercido pela razão, alheio a qualquer preocupação estética ou moral.
Quero um desenho com graça, leveza e espontaneidade.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Incógnita
Mulher é uma incógnita, um monumento à dúvida. Então siga o conselho da esfinge " Decifra-me ou eu te devoro".
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Pique-esconde
Minhas certezas andam brincando de pique-esconde, quando acho alguma escondida dentro de mim, vem a última certeza e grita 1,2,3 salvo todas.... e lá vou eu contar até 10 e recomeçar ... e recomeçar quantas vezes forem preciso porque a vida é uma grande brincadeira.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Desabafo
Nos últimos tempos estamos
sofrendo a maior discriminação e repúdio de todos os tempos, processo esse
impingidos pela campanha presidencialista vermelha, e como paulistana venho
recebendo ataques ofensivos de conhecidos do Norte e Nordeste que apoiam essa política
de migalhas, antidemocrática, impositiva e tacanha, refletindo sobre esses
acontecimentos mesquinhos, não pude ignorar o conteúdo do art.1º, da
Constituição Federal, do qual expresso meu inconformismo com essas atitudes.
“Art.1º..A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estado e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
“Art.1º..A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estado e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I – a soberania;
II – a cidadania;
III – a dignidade da pessoa
humana;
IV – os valores sociais do trabalho
e da livre iniciativa;
V – o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o
poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou
diretamente, nos termos desta Constituição”.
O primeiro ponto é o
republicano, definindo a forma de governo, opção pela República em face da
Monarquia. Do latim, res publica, coisa pública, traduz o espírito de que todas
as coisas geridas pelo Estado pertencem a todos e, pois, não podem ser
apropriadas, seja por um indivíduo, seja por um grupo, qualquer que seja a sua
natureza, econômica, religiosa, ideológica, étnica ou político-partidária.
O segundo aspecto é o federativo, deliberando a Federação como modelo de Estado, selecionado em face do Estado unitário, mediante a descentralização de competências a entes que passam a gozar de autonomia legislativa, executiva e judiciária, podendo se auto organizar nos limites do chamado poder decorrente, aberto pelo constituinte originário.
O segundo aspecto é o federativo, deliberando a Federação como modelo de Estado, selecionado em face do Estado unitário, mediante a descentralização de competências a entes que passam a gozar de autonomia legislativa, executiva e judiciária, podendo se auto organizar nos limites do chamado poder decorrente, aberto pelo constituinte originário.
Abrimos aqui um parêntese, poder constituinte derivado decorrente consagra o
princípio federativo de suas unidades, sendo a alma da autonomia das federações
na forma de sua constituição, assim, a todos os Estados, o Distrito
Federal e até os Municípios este na forma de lei orgânica
poderão ter suas constituições específicas em decorrência do Poder Constituinte
Originário.
Retomamos, é característica da federação a
indissolubilidade de seus membros, com essa disposição o constituinte garante a
integridade territorial brasileira. Assim, não é racismo, preconceito ou
qualquer outra denominação o desejo de independência do Estado de São Paulo, eu
chamo isso de questão de sobrevivência e esse anseio encontra respaldo na arguição de descumprimento de
preceito fundamental pelo descumprimento do próprio artigo 1º da Constituição,
Princípio do Estado Democrático de Direito.
Outra análise é sobre o
Estado de Direito, o oposto do Estado de fato; significando o governo da lei em oposição ao governo do arbítrio humano,
baseado na força do Direito e não no Direito da força.
Entendo que o Estado de
direito consagra a liberdade de comportamento individual garantida por remédios
jurídicos, se ameaçada ou violada pelo Poder Público, não se admitindo a
opressão, a intimidação e a chantagem dos autoritarismos e dos totalitarismos.
Intimamente ligado ao Estado
de Direito, esbarramos no regime político da democracia, do governo do povo,
pelo povo e para o povo, em contraposição à ditadura, seja militar,
tecnocrática, ideológica de partido único, de oligárquica pluripartidária ou
religiosa.
Democracia enseja a
existência de alguns elementos essenciais como o governo da maioria com estrito
respeito às minorias, alternância de poder e uma engenharia eleitoral
partidária que se aperfeiçoe mediante técnicas facilitadoras da expressão
autêntica da vontade popular. Bem como a procura constante da concretização do
princípio da igualdade de oportunidades, sem discriminações de qualquer ordem.
A Nação brasileira possui
soberania nacional, e se afirma no concerto das nações como sujeito de direito,
devendo a República Federativa do Brasil reger nas suas relações internacionais
com independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação
dos povos, não-intervenção, igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução
pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre os
povos para o progresso da humanidade e concessão de asilo político.
Ainda sobre esse aspecto a
Nação brasileira busca a integração econômica, política, social e cultural, visando
à formação de uma comunidade latino-americana.
Intrinsecamente ligado ao Estado de Direito e ao Estado Democrático, encontramos a cidadania, que afasta do indivíduo qualquer vestígio da ancestral da sua condição de subordinado, dependente do paternalismo estatal ou mesmo de ser absorvido pelo Estado, para ver reconhecida a sua condição de portador de direitos de participação nas decisões políticas da cidade e do Estado.
Intrinsecamente ligado ao Estado de Direito e ao Estado Democrático, encontramos a cidadania, que afasta do indivíduo qualquer vestígio da ancestral da sua condição de subordinado, dependente do paternalismo estatal ou mesmo de ser absorvido pelo Estado, para ver reconhecida a sua condição de portador de direitos de participação nas decisões políticas da cidade e do Estado.
Estritamente ligado à
condição de sujeito político que é o direito de votar e eleger representantes,
bem como, por meio dos demais direitos constitucionais deferidos à cidadania, o
indivíduo se torna um cidadão.
Dignidade da pessoa humana, linha
fundamental do arcabouço constitucional, por meio deste princípio, toda a luta
pela afirmação histórica dos direitos humanos, luta pontuada por vários
documentos internacionais, dentre os quais sobreleva a “Declaração Universal
dos Direitos Humanos” compondo uma unidade indivisível interdependente e
inter-relacionada, na qual os direitos civis e políticos hão de ser conjugados com
os direitos econômicos, sociais e culturais. E penso que a máxima pautada da
NÃO ACIONALIDADE DOS DIREITOS SOCIAIS, é meramente ideológica e não científica.
Observo também que a
política assistencialista vem excluindo o valor social do trabalho consagrado
pelo caput do art. 6º como um dos direitos sociais do indivíduo.
Em decorrência, dessa
exclusão, são menos resguardados os direitos aos trabalhadores urbanos e
rurais, e mais, o trabalho que é o primado de toda a ordem social, como base
constitutiva dela própria, nos termos do art. 193, o que encabeça o extenso
Título oitavo da nossa Carta Fundamental.
E nessa esteira coloca também por terra o valor social da livre iniciativa que é a consagração das liberdades públicas, especificamente a liberdade de comportamento individual frente ao poder político do Estado, com a autonomia que a Constituição defere aos cidadãos.
E nessa esteira coloca também por terra o valor social da livre iniciativa que é a consagração das liberdades públicas, especificamente a liberdade de comportamento individual frente ao poder político do Estado, com a autonomia que a Constituição defere aos cidadãos.
Liberdade de iniciativa abrange
a de liberdade de iniciativa econômica, opção pela economia de mercado em face
da economia de planejamento centralizado nos regimes políticos autoritários,
tal qual se viveu durante o período militar. Ou será que ainda vivemos nesses últimos 12
anos???
Que traduzindo, faz-se referencia
ao capitalismo social de mercado, onde os preços são formados no mercado e
desta forma coordenam as decisões econômicas, respeitado o trabalho, também
socialmente valorizado.
Pluralismo político agrega, completa e nomeia o regime político democrático, pela qual se propugna que no Brasil não permite qualquer desvirtuamento ideológico, admitindo a concorrência de grupos distintos em busca do poder, a alternância do mesmo e o respeito às minorias, integrando e complementando a cidadania, DESDE QUE SEM MANIPULAÇÃO o eleitor escolha entre as opções político-partidárias o que lhe apresentem em vista da promoção do bem comum.
Pluralismo político agrega, completa e nomeia o regime político democrático, pela qual se propugna que no Brasil não permite qualquer desvirtuamento ideológico, admitindo a concorrência de grupos distintos em busca do poder, a alternância do mesmo e o respeito às minorias, integrando e complementando a cidadania, DESDE QUE SEM MANIPULAÇÃO o eleitor escolha entre as opções político-partidárias o que lhe apresentem em vista da promoção do bem comum.
Por fim, diante desses
horrores vivenciados, reescrevo Perelman quando ele indaga: “Mas quais serão as diferenças que importam
e quais serão as que não importam em cada situação determinada?”, pronto
desabafei!
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Prazo suspenso...
"Você apareceu do nada, e você mexeu demais comigo..."
Nossa história?... Se é que existe uma história aconteceu do nada. Não tem um início, um meio ou final, mas mexe demais comigo
Apenas fecho os olhos e revejo nossos olhares cruzarem, e sinto a mesma sensação desnuda da certeza que mexemos demais um com o outro, e relembro momentos adoráveis que passamos juntos como se não existisse nada e ninguém mais no mundo e que o vazio das últimas horas, onde nosso prazo foi suspenso com um até.
esse até foi tão breve que iniciei esse texto a poucos dias de te reencontrar ... e fico a pensar como será. e revivo cada segundo do que vivemos na tentativa de achar um misero motivo para colocar sanidade em meu coração que pulsa descompassado de felicidade.
Procuro um equilíbrio entre nossas falas vãs e nossa realidade, entre o desejo do feliz para sempre e o prazo que será sobrestado novamente.
Parei de escrever nesse instante porque o prazo voltou a ser vivido.
Nossos olhos cruzaram, e a mesma sensação de alma desnuda, o braço que envolveu e preencheu os espaços vazios, certeza de que não existe mais ninguém no mundo, fomos companhia, risos, e um até marejado de um ir querendo ficar.
De certa forma ficamos, mesmo com todos os nossos nãos e todas as teorias politicamente coerentes dos opostos que vivemos, sempre seremos um.
Dizemos não, quando queremos dizer sim...
Dizemos vai, quando queremos dizer vem...
Dizemos jamais, quando queremos dizer sempre...
Nos escondemos em codinomes, fugimos a todo compromisso e no fim dizemos te adoro garoto(a).
Estamos com o prazo suspenso, mas falamos todo dia, fazemos planos e criamos roteiros para o próximo reencontro, porque é um até breve, ...é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, para dizer jamais..."
Nossa história?... Se é que existe uma história aconteceu do nada. Não tem um início, um meio ou final, mas mexe demais comigo
Apenas fecho os olhos e revejo nossos olhares cruzarem, e sinto a mesma sensação desnuda da certeza que mexemos demais um com o outro, e relembro momentos adoráveis que passamos juntos como se não existisse nada e ninguém mais no mundo e que o vazio das últimas horas, onde nosso prazo foi suspenso com um até.
esse até foi tão breve que iniciei esse texto a poucos dias de te reencontrar ... e fico a pensar como será. e revivo cada segundo do que vivemos na tentativa de achar um misero motivo para colocar sanidade em meu coração que pulsa descompassado de felicidade.
Procuro um equilíbrio entre nossas falas vãs e nossa realidade, entre o desejo do feliz para sempre e o prazo que será sobrestado novamente.
Parei de escrever nesse instante porque o prazo voltou a ser vivido.
Nossos olhos cruzaram, e a mesma sensação de alma desnuda, o braço que envolveu e preencheu os espaços vazios, certeza de que não existe mais ninguém no mundo, fomos companhia, risos, e um até marejado de um ir querendo ficar.
De certa forma ficamos, mesmo com todos os nossos nãos e todas as teorias politicamente coerentes dos opostos que vivemos, sempre seremos um.
Dizemos não, quando queremos dizer sim...
Dizemos vai, quando queremos dizer vem...
Dizemos jamais, quando queremos dizer sempre...
Nos escondemos em codinomes, fugimos a todo compromisso e no fim dizemos te adoro garoto(a).
Estamos com o prazo suspenso, mas falamos todo dia, fazemos planos e criamos roteiros para o próximo reencontro, porque é um até breve, ...é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, para dizer jamais..."
terça-feira, 12 de agosto de 2014
11 de agosto - Dia do Advogado.
Depois de alguns anos, descobri
que não escolhi ser advogada, o direito é quem me escolheu para ser uma de suas
representantes.
Até então, como toda força
utópica da juventude, queria apenas mudar o mundo...
Sem saber o como, fui estudar
ciências jurídicas e sociais apenas para agradar meu avô e meu pai, que queriam
o primeiro advogado da família. Logo a mim coube a difícil tarefa; que ironia
agradecer a insistência dizendo: Logo a mim coube essa Linda tarefa.
Digo isso, porque estudar direito
era para mim me enterrar em um calabouço, tinha medo de que a ciência
destruísse minha imaginação, ao invés de exercitar e disciplinar suas
funções... E por muito tempo acreditei que estava sendo absorvida por um sistema
e me vendendo a massa.
Pobre de mim... a cada história,
a cada biografia, eu me via no interior da sociedade, e como um misto de tarefa
e promessa, vi meu sonho se concretizar, ninguém transforma o social se não
estiver voltado para os problemas da biografia, da história e das suas conexões
recíprocas na sociedade.
Ser advogada fez meu sonho se
realizar...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Olhos nos olhos...
Encontrei-me no instante em que
meu olhar se perdeu no seu olhar.
Por alguns minutos, não enxerguei
nada, apenas me senti observada, e aos poucos sua imagem foi desembaçando, e pude
ver um olhar acolhedor, firme, calmo...
Aquele instante ficou fotografado
na minha memória, e a cada encontro nos desvendávamos apenas no olhar, momentos
mágicos.
Quanto mais nos olhávamos, mais nos
conhecíamos, minha alma já era sua, e a sua minha, quando de repente senti seus
braços em volta do meu corpo, perdi o chão, e ao me trazer para junto do seu
corpo naquele abraço, flutuei.
Corações pulsavam acelerados, olhos
nos olhos, quase um Ciclope, respirações ofegantes, um misto de medo e desejo, você
repousou minha cabeça sobre seu peito, e adormecemos.
Não verbalizamos nenhuma jura de
amor eterno, desnecessário se fez... apenas nos olhamos.
domingo, 7 de abril de 2013
Livre, leve e solta...
Eu sou livre, leve e solta para escrever, mas a sombra que tenta acompanhar, as vezes impede que eu veja os primeiros raios de sol, como se todos os dias fossem nublados.
O meu pensar goteja como chuva, ele é mais forte que a culpa que tentam imputar.
Quanto mais reflito na hipocrisia alheia; quanto mais tento me adequar a esse mundinho de valores invertidos, eu penso...
E quanto mais eu penso, mais incoerências vão sendo verbalizadas e vomitando esse desconexo, vou borrando as sombras, e cavando espaços para ver o sol, e enterrando as sobras do que não me pertence.
Cada dia sou mais eu, e menos o que querem que eu seja, sem medo, sem culpa e sem vergonha para ser feliz.
Amadurecer.
Ando cantarolando pelos cantos, uma canção que nunca fez tanto sentido para mim, "quero colo, estou com medo, vou fugir de casa..."
bem assim, tudo junto e misturado estão meus sentimentos, quase uma bipolar...
Choro muito e também dou risadas , pois ambos disfarçam meus tormentos, tristezas e alegria.
Nos últimos dias muita coisa tem acontecido, e eu que sempre me julguei auto suficiente, queixo duro estremeci.
Sabe aquele cara que você jurava que era o cara da sua vida, então ele não era o cara, e já não ando sentindo falta do abraço apertado, nem da falsa jura de para sempre, ele tornou-se só mais um entre uma multidão
Também não ando sentindo falta daquela garota, que jurava que amava aquele cara, nem da inocência de menina.
Venho notando que existem a minha volta outros, mais bonitos, mais interessantes e outros mais babacas que aquele que fez meu coração dançar em descompasso durante anos, e me posiciono ao que é essêncial, imprescindível, e após um ciclo de introspecção, desarmada do ranso do passado me pego pensando em um alguém... rs
Estou com medo dos próximos acontecimentos na minha vida...
Ah, preciso te contar aind que retomei os estudos, claro que nunca ficaram parados, mas não me dedicava com mesmo afinco, coloquei isso na mala dos meus sonhos e projetos e vou fugir temporáriamente de casa... rs, sério, com viagem marcada para iniciar uma mudança de Estado, uma mudança lenta. Se vai dar certo? não sei, a única certeza é que estou agindo, e deixando o medo me impulsinar na concretização dessa nova etapa.
Você bem sabe que nunca gostei de voar baixo, onde meus pés tocam o chão. Gosto de altura, aventuras e desafios, e nos últimos meses venho assumindo novos projetos desafiadores, e vendo que sempre existem possibilidades atrás das inseguranças que teimamos em construir.
Firmar raízes e alicerces não significa ter que estagnar.
Compreendo melhor a cada dia que o não eu já tenho, e que tudo pode ser convertido em sim, então eu me lanço, e vou em busca das melhores condições de voo para alcançar meus sonhos.
Amadurecer tem sido sofrido, mas também tem sido encantador, é como deixar de olhar a vida pelo buraco da fechadura, para escancarar a porta e viver um mundo de oportunidades.
Ousar... meu lema... e aí vou eu... claro, que cantando e a trilha sonora vai mudando....
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Resposta.
Tentando fotografar o Planeta Vênus e a Lua, registrei uma das imagens mais lindas, a lua apaixonada.
Na ocasião como amante do céu, apenas pensei em registrar a Lua e Vênus por diversos ângulos, enquanto seguia o conselho de Gonzagão dizendo: "Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo...".
Não era noite de São João, não estava estrelado, mas estava lindo e eu o admirava da janela do meu quarto, e Vênus admirava a Lua, e foi tudo por aquela noite véspera do último dia ano de 2012.
Para falar a verdade enquanto fotografava o céu, me sentia aquele grão de areia sonhador, da canção, que olhando o céu viu uma estrela e imaginou coisas de amor.
Imaginei meus amores que já partiram os que caminham ao meu lado e elevei agradecimento fazendo uma prece por cada um.
Nesse momento que meu pensamento orava, ousei a pedir aquele amor especial.
Não sei se foi resposta, mas para espanto ao imprimir as fotos, a lua se fez coração.
Vejam coração...
Coração que pulsa o sangue, e ativa o movimento, que descompassa que dá sabedoria, intuição, personificação do absoluto, oposição a razão, que ama.
Eu creio que há mais coisas entre o céu e a terra do que possamos imaginar.
Eu creio nos sinais que são enviados, e que passam despercebidos, ignorados por nós.
Que essa lua seja a estrela que guiou os Reis Magos, ao encontro de Cristo, e nos direcione um em direção ao outro, para sermos presentes valorosos, incenso, mirra e ouro.
E a exegese vai enxergar a resposta da Lua Apaixonada uma profecia cumprida.
Não quero um quase.
Não quero um quase.
Quase não forma história, quase não cria vínculos...
É exatamente esse lapso do que não foi que intriga, que magoa que deixa inquietude e tudo em rebuliço, poderia até chamar isso de curiosidade.
Porém, curiosidade, é muito pouco.
É essa meio verdade que esta contida, que trapaceia o outro lado do conto, que faz o quase consumir o pensamento com mil perguntas, estonteantes que gritam, esperneiam e ficam sem respostas.
Como criança em fase de por que, como mãe perdida no tiroteio sem argumentos.
Inventar respostas será que satisfaz essa mente inquieta?
Dar uma segunda chance pro outro lado da história?
Mas, e se o outro lado da história for pior que o vazio de respostas?
Se houver dor, ao invés de amor?
E se criar expectativas de conto, onde for apenas uma breve história, ou uma frase solta?
É esse se do quase, que qual estranheza poderia ser, e não se formou que incomoda.
Quase, é a reticências que prolonga o que não tivemos coragem ou oportunidade de viver, de sentir de pontuar.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Confissão
Confessei para mim, as minhas dúvidas, diante da minha última descoberta
E me envergonhei de assumir esse medo, essa insegurança.
Tudo que precisava naquele momento era de colo... Não qualquer colo... eu precisava era de você.
Você que fez parte de mim por tantos anos e derrepente notei que não faz mais, e me dei conta que sinto a sua falta, e tive medo.
Medo?
Sim, medo do vazio.
Medo de me reencontrar solitária.
Medo de ver o oco de sentimentos que paira nesse peito atordoado desse nada.
E esse nada me troxe uma insegurança de não saber o que fazer com essa confusão toda.
E perguntei - e depois que essa tempestade passar?
Devo olhar pro lado e descobrir que existem outras oportunidades e arriscar o amor em qualquer outro nome, em qualquer outro braço?
Ou devo me recolher e ficar a espera da pessoa certa?
Ou ainda quem sabe me recolher e fechar as portas definitivamente?
Me faltam respostas e confessei que quero colo... mas, o seu também não preenche mais esse vazio, porque já é uma vaga lembrança, não faz quentinho, não completa meu álbum...
E confesso que querer algo desconhecido aumenta o meu medo, questiono os tantos não sei sem resposta e isso me causar mais insegurança, e não sei se ele está mais para um impulso ou uma estagnação.
Nesse momento Silêncio total... até meu coração pulsa devagarinho, como se ele estivesse tentando passar despercebido e ao invés de bater loucamente na porta do amor, ele caminha na pontinha dos pés em sapatinho de lã.
Só não confessei o mais importante... esse coração é um amante incorrigível e sempre acredita nas travessuras do amor!!!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Escrevendo Histórias
Que saudade eu estava de escrever... creio que é quase a mesma saudade que eu tenho de mim, de você.
Meus dedos teclam na velocidade imposta pelos gritos do meu pensar, perturbado de histórias e palavras que querem ficar impressas nesse texto.
Ânsia que se iguala ao pulsar do meu coração, quando sua voz rompe o silêncio que nos distânciam e nos aproximam como tatuagem na pele.
Misto de torpor e êxtase, desatino e acalanto.
Entre riscos e rabiscos, formo frases, entre erros e acertos formo histórias, contos que se controem de alegrias e é borrado nas lágrimas da ausência de escrever ou de viver momentos com você.
Teclar é sentir nas pontas dos dedos o texto pulsar, e como tocar seu corpo e sentir o arrepiar de sua pele, é um pedido, as ser comigo emoções, é ficar inebriado, descobrindo e redescobrindo sensações e exautos de prazer não haver mais distinção de nós;
Meus dedos teclam na velocidade imposta pelos gritos do meu pensar, perturbado de histórias e palavras que querem ficar impressas nesse texto.
Ânsia que se iguala ao pulsar do meu coração, quando sua voz rompe o silêncio que nos distânciam e nos aproximam como tatuagem na pele.
Misto de torpor e êxtase, desatino e acalanto.
Entre riscos e rabiscos, formo frases, entre erros e acertos formo histórias, contos que se controem de alegrias e é borrado nas lágrimas da ausência de escrever ou de viver momentos com você.
Teclar é sentir nas pontas dos dedos o texto pulsar, e como tocar seu corpo e sentir o arrepiar de sua pele, é um pedido, as ser comigo emoções, é ficar inebriado, descobrindo e redescobrindo sensações e exautos de prazer não haver mais distinção de nós;
sábado, 29 de janeiro de 2011
Tempestade
O tempo esta se fechando, armando o maior temporal, eu observando suas transformações, suas revoltas relampejantes, ouvindo os estrondos.
Enquanto isso fico a pensar nos últimos acontecimentos da minha vida, minhas trnasformações, e como ando revoltada e faiscante como o céu, o quanto eu quero gritar, e chorar...
Eu e o céu num choro intenso e devastador;
Minhas lágrimas rolam pela face e me molho com os pingos grossos que caem desesperados do céu que olho esperando, não sei o que.
Sufocada entre lágrimas e palavras, meus sonhos desmoronam soterrando e devastando os mais belos sentimentos que aqui existiram, vem destruindo expectativas, os sonhos que serviam de encostas. Tudo se torna um monte de entulho, lama que desceu morro abaixo.
E é chuva de pedra, eu pior que Maria Madalena, apedrejada, apontada, culpada, julgada pelo céu pelo único pecado sentenciado como ânsia insessante de te agradar. E fico sem chão.
Quando a tempestade passar, vou contabilizar as perdas, retornar ao local "a quo" e reconstruir nas mesmas terras, no mesmo ser abalado, marcado e com sintomas do que um dia foi, do que poderia ter sido e não foi...
Com essas águas de tormenta compreendi o dito "não tinha nada, e perdi tudo", e que retornar a zona de perigo não é falta de vergonha na cara.
Porque nenhum abrigo é como sua casa, porque nenhum braço me abraça como vc.
Então, quando esse choro passar e sua saudade chamar meu nome, vou retornar para recomeçar essa história, e mesmo sabendo que haverá outras tempestades, vou acreditar que essa terra vai ter fundação e que nada destruirá e levará vc de mim.
Enquanto isso fico a pensar nos últimos acontecimentos da minha vida, minhas trnasformações, e como ando revoltada e faiscante como o céu, o quanto eu quero gritar, e chorar...
Eu e o céu num choro intenso e devastador;
Minhas lágrimas rolam pela face e me molho com os pingos grossos que caem desesperados do céu que olho esperando, não sei o que.
Sufocada entre lágrimas e palavras, meus sonhos desmoronam soterrando e devastando os mais belos sentimentos que aqui existiram, vem destruindo expectativas, os sonhos que serviam de encostas. Tudo se torna um monte de entulho, lama que desceu morro abaixo.
E é chuva de pedra, eu pior que Maria Madalena, apedrejada, apontada, culpada, julgada pelo céu pelo único pecado sentenciado como ânsia insessante de te agradar. E fico sem chão.
Quando a tempestade passar, vou contabilizar as perdas, retornar ao local "a quo" e reconstruir nas mesmas terras, no mesmo ser abalado, marcado e com sintomas do que um dia foi, do que poderia ter sido e não foi...
Com essas águas de tormenta compreendi o dito "não tinha nada, e perdi tudo", e que retornar a zona de perigo não é falta de vergonha na cara.
Porque nenhum abrigo é como sua casa, porque nenhum braço me abraça como vc.
Então, quando esse choro passar e sua saudade chamar meu nome, vou retornar para recomeçar essa história, e mesmo sabendo que haverá outras tempestades, vou acreditar que essa terra vai ter fundação e que nada destruirá e levará vc de mim.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Amantes Anônimos.
Me pego a pensar em você mais uma vez, e nego a acreditar que estou aceitando todas as suas crises, de não saber o que quer, como quer, se é que quer alguma coisa.
Me pego acreditando numa falsa felicidade e num retorno que será real apenas nos meus sonhos.
Mais um desvaneio, mais uma recaída... que merda!
Sei que quando você chega no meu pensamento, ele funciona como um pára-raios.
Não quero pensar em você, não quero gostar de você, não quero você pela metade, nem de vez enquando... Não!
Que carência filha da puta é essa que me joga todas vez pra mesma reticência... Logo eu que me julgo tão esperta e já ssaber de cor todas as vírgulas, todas as interrogações, todas as exclamações e nenhum ponto final, apenas mais uma reticência...
Mesmo assim, deixo esses delírios pensantes acontecerem, mesmo jurando nunca mais, porque eu sei que quando o telefone tocar ou quando você pelo msn chamar minha atenção eu vou topar, mesmo sabendo que o felizes para sempre não vai passar de um encontro as escondidas sem futuro nenhum.
E muito pior que tudo isso é saber que eu vou levar a sério cada fala cretina sua de que me adora, de que sou única na sua vida e que um dia ficaremos juntos para sempre.
Sei que vou reproduzir cada segundo desse encontro clandestino durante toda a semana, e nessas horas eu tenho vontade de pedir para ser meu, para ficar comigo, sem promessas de felizes para sempre e de que tudo vai ser fáciL, mas também só penso, então eu juro pela milésima vez que não vou mais querer você, que não vou mais pensar em você e que vou achar outro para ocupar a falta que você me faz.
E mais uma vez, vou chorar engolindo o soluço que sufoca e escrever mais um texto estúpido, vulgarizando o melhor sentimento que tem dentro de mim, como forma de punição por gostar de alguém idiota o suficiente que não saca isso.
Preciso entrar para um AA - Amantes Anônimos para aprender a vencer a cada dia o primeiro pensamento, o primeiro gesto seu de se aproximar de mim, o primeiro gole da sua pessoa.
Quero me desintoxicar desse vício maldito que é te desejar, pois sei que me faz mal.
Tenho que vencer você um dia após o outro, e assim sucessivamente, eu vou conseguir, pode não ser fácil.
Me pego acreditando numa falsa felicidade e num retorno que será real apenas nos meus sonhos.
Mais um desvaneio, mais uma recaída... que merda!
Sei que quando você chega no meu pensamento, ele funciona como um pára-raios.
Não quero pensar em você, não quero gostar de você, não quero você pela metade, nem de vez enquando... Não!
Que carência filha da puta é essa que me joga todas vez pra mesma reticência... Logo eu que me julgo tão esperta e já ssaber de cor todas as vírgulas, todas as interrogações, todas as exclamações e nenhum ponto final, apenas mais uma reticência...
Mesmo assim, deixo esses delírios pensantes acontecerem, mesmo jurando nunca mais, porque eu sei que quando o telefone tocar ou quando você pelo msn chamar minha atenção eu vou topar, mesmo sabendo que o felizes para sempre não vai passar de um encontro as escondidas sem futuro nenhum.
E muito pior que tudo isso é saber que eu vou levar a sério cada fala cretina sua de que me adora, de que sou única na sua vida e que um dia ficaremos juntos para sempre.
Sei que vou reproduzir cada segundo desse encontro clandestino durante toda a semana, e nessas horas eu tenho vontade de pedir para ser meu, para ficar comigo, sem promessas de felizes para sempre e de que tudo vai ser fáciL, mas também só penso, então eu juro pela milésima vez que não vou mais querer você, que não vou mais pensar em você e que vou achar outro para ocupar a falta que você me faz.
E mais uma vez, vou chorar engolindo o soluço que sufoca e escrever mais um texto estúpido, vulgarizando o melhor sentimento que tem dentro de mim, como forma de punição por gostar de alguém idiota o suficiente que não saca isso.
Preciso entrar para um AA - Amantes Anônimos para aprender a vencer a cada dia o primeiro pensamento, o primeiro gesto seu de se aproximar de mim, o primeiro gole da sua pessoa.
Quero me desintoxicar desse vício maldito que é te desejar, pois sei que me faz mal.
Tenho que vencer você um dia após o outro, e assim sucessivamente, eu vou conseguir, pode não ser fácil.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
É bom! Foi muito bom!!!
Horas inerte a olhar essa folha em branco, depois de muitos riscos e de tantos outros rabiscos, tentei escrever duas palavras que possam unidas fazer algum sentido, e que ironia, saiu meu nome colado ao teu.
O pior é que eu nem sei se a gente combina ou se faz algum sentido, sei que é bom.
É bom quando você aparece do nada só pra deixar um oi, um bom dia, um beijo...
É bom esperar seus recados, que me deixam sem graça...
É bom perder a fala, quando é você do outro lado na ligação...
É bom o beijo que deixa gosto de quero mais um...
É bom esse nosso segredo...
É bom também essa sensação de falta de compromisso, de não obrigação de eternidade, de deixa a coisa rolar pra ver como é que fica se é que fica, de curtir apenas o momento sem preocupação com futuro.
Fico tentando explicações, queria apenas uma desculpa esfarrapada pra justificar esse bom...logo eu que sempre detestei essa falta de compromisso.
Na verdade eu sei exatamente o que me atrai nisso tudo, é o quebrar regras, não é nem que eu goste tudo isso de estar com você, poderia ser qualquer um que me fizesse ter essa coragem tresloucada de infringir regras.
Bem sabemos que isso não vai completar nem um mês, porque essa história nasceu fadada ao fracasso.
Mas quero deixar registrado o bem que me faz, e que não me importa se existirá amanhã porque eu sei que é bom, sem maiores explicações... que foi muito bom...
O pior é que eu nem sei se a gente combina ou se faz algum sentido, sei que é bom.
É bom quando você aparece do nada só pra deixar um oi, um bom dia, um beijo...
É bom esperar seus recados, que me deixam sem graça...
É bom perder a fala, quando é você do outro lado na ligação...
É bom o beijo que deixa gosto de quero mais um...
É bom esse nosso segredo...
É bom também essa sensação de falta de compromisso, de não obrigação de eternidade, de deixa a coisa rolar pra ver como é que fica se é que fica, de curtir apenas o momento sem preocupação com futuro.
Fico tentando explicações, queria apenas uma desculpa esfarrapada pra justificar esse bom...logo eu que sempre detestei essa falta de compromisso.
Na verdade eu sei exatamente o que me atrai nisso tudo, é o quebrar regras, não é nem que eu goste tudo isso de estar com você, poderia ser qualquer um que me fizesse ter essa coragem tresloucada de infringir regras.
Bem sabemos que isso não vai completar nem um mês, porque essa história nasceu fadada ao fracasso.
Mas quero deixar registrado o bem que me faz, e que não me importa se existirá amanhã porque eu sei que é bom, sem maiores explicações... que foi muito bom...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pílulas Mágicas
Estou cansada de tentar compartilhar afeto, de investir sentimentos... porque que se apaixonar, se tudo hoje é descartável?
Vamos dar um basta a breguice do amor, já que hoje em dia não conquistamos, apenas catamos, pegamos, ficamos e trocamos... usamos e jogamos fora.
Atualmente, não se ama. A gente "dá".
Então a gente "dá" para ter tempo de não se apegar; "dá" para não se envolver; "dá" para ter companhia, e tudo isso "dá" em nada.
E a gente se acostuma a essas "regras" pobres repletas de sentimentos egoístas, fechados feito ostras a qualquer gesto mais amigável.
Esconda a pérola, endureça o coração, coloque a razão em primeiro plano e resfria a alma.
Logo eu, que tanto acreditei no amor, não quero saber desse sentimento deformado, desfigurado, remendado com ar futurista, nem pintado de ouro, para mim não "dá", pois não quero perder tempo, arrumando uma desculpa para gostar e outra do porque não deu certo.
Já que é para estar sem ninguém, e ter difículdade de gostar de compartilhar a vida, o tempo e as alegrias... brindamos a ausência de envolvimento com as pílulas mágicas que tiram tristezas, espantam a solidão e preenchem o coração. Essas que fazem companhia, e que te deixam com um brilho no olhar.
Vamos dar um basta a breguice do amor, já que hoje em dia não conquistamos, apenas catamos, pegamos, ficamos e trocamos... usamos e jogamos fora.
Atualmente, não se ama. A gente "dá".
Então a gente "dá" para ter tempo de não se apegar; "dá" para não se envolver; "dá" para ter companhia, e tudo isso "dá" em nada.
E a gente se acostuma a essas "regras" pobres repletas de sentimentos egoístas, fechados feito ostras a qualquer gesto mais amigável.
Esconda a pérola, endureça o coração, coloque a razão em primeiro plano e resfria a alma.
Logo eu, que tanto acreditei no amor, não quero saber desse sentimento deformado, desfigurado, remendado com ar futurista, nem pintado de ouro, para mim não "dá", pois não quero perder tempo, arrumando uma desculpa para gostar e outra do porque não deu certo.
Já que é para estar sem ninguém, e ter difículdade de gostar de compartilhar a vida, o tempo e as alegrias... brindamos a ausência de envolvimento com as pílulas mágicas que tiram tristezas, espantam a solidão e preenchem o coração. Essas que fazem companhia, e que te deixam com um brilho no olhar.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Quero mais...
Quero mais que uma paixão morna vivida apenas por um...
Quero borboletas no meus estômago em revoadas,
Quero risos bobos e pensamentos atoas perdidos em um alguém que faça meu coração bater tal qual bateria de escola de samba.
Quero alguém que enfeite minha vida de lantejoulas e purpurina, muitas plumas e que não tenha data pra acabar como alegria de carnaval que morre em quarta feira de cinzas.
Que me enfeitice, que me surpreenda e que faça eu crer que é Ele,
Quero alguém que faça valer a pena fazer as pazes;
Que me faça acreditar que não seja perder tempo as horas que a gente passe fazendo planos e que tudo seja sério o suficiente pra prestarmos atenção, e acreditarmos que será realidade.
Que tenha um lindo sorriso, um colo acolhedor, um beijo arrematador
Quero que ele fale dos seus gostos e de seus medos e quando silenciar não seja por exclusão, mas pq todos necessitam de momentos de reflexão e paz interior.
Que seja ombro amigo, e que não tenha medo de assumir que me adora para seus amigos.
Que nossos amigos individuais passem a ser NOSSOS, que sintam a falta quando um não estiver presente.
Quero uma canção brega pra chamar de nossa, pra dançarmos agarradinhos, pra cantarolarmos no rádio do carro em pleno engarrafamento quando ela tocar.
Quero apelidinhos ridículos a dois,
Quero Códigos,
Quero beijos sem tréguas, beijos roubados, beijos sem motivo escrito em scraps, msn e sms... muitos beijinhos babados.
Quero alguém que faça valer apena, que não deixe nada pra amanhã porque amanhã pode ser tarde demais.
Quero alguém que tenha ânsia de estar comigo e que me roube os sentidos de paixão pra estar com ele incondicionalmente a qualquer hora do dia
Quero alguém com quem repartir meu saco de pipoca no cinema e inventar metade da história do filme;
Quero alguém pra curtir sofá e chocolate quente, embolados um no outro e os dois em uma manta pra curtir preguiça de fim de semana.
Quero alguém pra testar meus dons culinários e ser sua provadora oficial;
Quero alguém pra me fazer sair da rotina, no meio da semana,
Quero alguém que me ofereça um céu de estrelas,
Que entenda que minha TPM passa,
Que não fique bravo por passar a noite estudando um processo ou corrigindo provas.
EU QUERO...
Quero mais...
E quero esse mais, o mais rápido possível, porque cansei de protelar o amor que existe aqui dentro, porque um só não é nada, não soma, não divide, não multiplica nem tão pouco subtrai.
Quero borboletas no meus estômago em revoadas,
Quero risos bobos e pensamentos atoas perdidos em um alguém que faça meu coração bater tal qual bateria de escola de samba.
Quero alguém que enfeite minha vida de lantejoulas e purpurina, muitas plumas e que não tenha data pra acabar como alegria de carnaval que morre em quarta feira de cinzas.
Que me enfeitice, que me surpreenda e que faça eu crer que é Ele,
Quero alguém que faça valer a pena fazer as pazes;
Que me faça acreditar que não seja perder tempo as horas que a gente passe fazendo planos e que tudo seja sério o suficiente pra prestarmos atenção, e acreditarmos que será realidade.
Que tenha um lindo sorriso, um colo acolhedor, um beijo arrematador
Quero que ele fale dos seus gostos e de seus medos e quando silenciar não seja por exclusão, mas pq todos necessitam de momentos de reflexão e paz interior.
Que seja ombro amigo, e que não tenha medo de assumir que me adora para seus amigos.
Que nossos amigos individuais passem a ser NOSSOS, que sintam a falta quando um não estiver presente.
Quero uma canção brega pra chamar de nossa, pra dançarmos agarradinhos, pra cantarolarmos no rádio do carro em pleno engarrafamento quando ela tocar.
Quero apelidinhos ridículos a dois,
Quero Códigos,
Quero beijos sem tréguas, beijos roubados, beijos sem motivo escrito em scraps, msn e sms... muitos beijinhos babados.
Quero alguém que faça valer apena, que não deixe nada pra amanhã porque amanhã pode ser tarde demais.
Quero alguém que tenha ânsia de estar comigo e que me roube os sentidos de paixão pra estar com ele incondicionalmente a qualquer hora do dia
Quero alguém com quem repartir meu saco de pipoca no cinema e inventar metade da história do filme;
Quero alguém pra curtir sofá e chocolate quente, embolados um no outro e os dois em uma manta pra curtir preguiça de fim de semana.
Quero alguém pra testar meus dons culinários e ser sua provadora oficial;
Quero alguém pra me fazer sair da rotina, no meio da semana,
Quero alguém que me ofereça um céu de estrelas,
Que entenda que minha TPM passa,
Que não fique bravo por passar a noite estudando um processo ou corrigindo provas.
EU QUERO...
Quero mais...
E quero esse mais, o mais rápido possível, porque cansei de protelar o amor que existe aqui dentro, porque um só não é nada, não soma, não divide, não multiplica nem tão pouco subtrai.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Riso escrachado
E no meu riso mais escrachado, me encontraram... gestos grandes, risos debochados, fala imposta essa sou eu defendendo minhas teses, engraçado que eu nunca me via dessa forma "ÃO", até fazer essa porra de aula de oratória.
Antes eu me via com gestos "INHOS", pequenininhos, delicadinhos, comportadinhos... perfeitinhos... hahaha... Sabia que minhas apresentações em público tinham certo glamour, porém eu sabia que podia extrair mais de mim...
E lá vou eu, aula de oratória... entre um bocejo e um cochilo, uma pestanejada para o exercício prático, entre uma espreguiçada na cadeira e a fofoca com os colegas ao derredor, uma pausa para o exercício prático, puro tédio, cumprindo tabela, devia ter feito algo muito ruim pra mim mesma pra me matricular num toço desse, só podia ser castigo.
Ressalta-se que os exercícios eram os maiores "MICOS" que alguém pode imaginar em fazer em público, desde aquecimentos vocais como o caminhãozinho ou carrinho do bebê e todos pronunciando o uníssono brummmmmmmm..., agruuuuuuuu...,etc a textos lidos em voz alta com lapís nos dentes, Parabéns pra Você cantado como um cântico gregoriano, Cai cai Balão imaginando um ovo na boca, travas línguas. Certeza, era castigo!
Entre um exercício e outro, algumas gozações e a sala foi se enturmando, mas não queriamos ser notados naquele meio... nem os mais, nem os menos tímidos, reproduziamos aquela aberração porque tinhamos nos propostos a fazer o curso, era só isso e nada mais.
Num determinado momento do encontro, foi proposto que sorteassemos um papel com um tema, teriamos de cinco a dez minutos para estudarmos sobre o assunto sorteado e elaborarmos uma apresentação, teriamos dois minutos para fazer a exposição frente a sala, seriamos todos filmados e depois analisariamos nossa postura durante a explanação.
Confesso que achei muito tempo os dois minutos propostos para o exercício, até porque estava me sentindo ridícula, o tema era ridículo e todos que frequentavam essas aulas eram ridículos e meio, até eu me dirigir a frente da sala.
Lembro-me que cumprimentei a todos colegas com uma boa noite, e logo passei a introdução do tema... Hoje vim falar com vocês sobre algo que não damos muita importância até em uma noite escura toparmos com um deles na quina da cama, é isso mesmo os dedos do pé.
Vejo o olhar dos meus colegas voltando suas atenções para mim, alguns não só olharam, ameaçaram um riso e outros soltaram um riso sem graça sinalizando que prestavam atenção naquela idiotice toda.
Continuei minha apresentação trazendo informações que pesquisei no "Santo Google", dizendo: Os dedos dos pés são conhecidos cientificamente como pododáctilos, nessa hora ganhei a atenção realmente de todos da turma e fui transcorrendo no tema como uma expert, e blá blá blá...
Não sei descrever-te ao certo o que foi mais estranho: falar sobre os "dedos do pé", ou notar que tinha sido descoberta.
Não sei bem ao certo em que momento ele me descobriu, mas eu o descobri ao passar desses dois minutos... Nossos olhos fixaram um no do outro e eu soltei um riso escrachado e a classe toda caiu na gargalhada...
A-DO-REI o exercício patético, esse vozeirão, esse risão, esse papelão, você me olhando como se eu tivesse explanado sobre algo relevante como a não existência de decadência no processo previdenciário, enquanto falei apenas sobre os dedos do pé.
Eu sei e Você sabe o significado daquele riso escrachado após a conclusão da explanação.
Daquela apresentação em diante tudo mudou, cada exercício tem uma graça diferente... a gente esboça um riso, um olhar, uma provocação, como a canção de Chico depois brinca comigo ri do meu umbigo e me crava os dentes...
Pra falar a verdade não chegamos a tanto ainda... porém, tem muita gente apostando que a gente vai dar certo... e cada dia mais a gente vai acreditando que isso pode ser uma grande verdade.
Será, que em meio a um riso escrachado na multidão você me encontrou eu te encontrei?
Antes eu me via com gestos "INHOS", pequenininhos, delicadinhos, comportadinhos... perfeitinhos... hahaha... Sabia que minhas apresentações em público tinham certo glamour, porém eu sabia que podia extrair mais de mim...
E lá vou eu, aula de oratória... entre um bocejo e um cochilo, uma pestanejada para o exercício prático, entre uma espreguiçada na cadeira e a fofoca com os colegas ao derredor, uma pausa para o exercício prático, puro tédio, cumprindo tabela, devia ter feito algo muito ruim pra mim mesma pra me matricular num toço desse, só podia ser castigo.
Ressalta-se que os exercícios eram os maiores "MICOS" que alguém pode imaginar em fazer em público, desde aquecimentos vocais como o caminhãozinho ou carrinho do bebê e todos pronunciando o uníssono brummmmmmmm..., agruuuuuuuu...,etc a textos lidos em voz alta com lapís nos dentes, Parabéns pra Você cantado como um cântico gregoriano, Cai cai Balão imaginando um ovo na boca, travas línguas. Certeza, era castigo!
Entre um exercício e outro, algumas gozações e a sala foi se enturmando, mas não queriamos ser notados naquele meio... nem os mais, nem os menos tímidos, reproduziamos aquela aberração porque tinhamos nos propostos a fazer o curso, era só isso e nada mais.
Num determinado momento do encontro, foi proposto que sorteassemos um papel com um tema, teriamos de cinco a dez minutos para estudarmos sobre o assunto sorteado e elaborarmos uma apresentação, teriamos dois minutos para fazer a exposição frente a sala, seriamos todos filmados e depois analisariamos nossa postura durante a explanação.
Confesso que achei muito tempo os dois minutos propostos para o exercício, até porque estava me sentindo ridícula, o tema era ridículo e todos que frequentavam essas aulas eram ridículos e meio, até eu me dirigir a frente da sala.
Lembro-me que cumprimentei a todos colegas com uma boa noite, e logo passei a introdução do tema... Hoje vim falar com vocês sobre algo que não damos muita importância até em uma noite escura toparmos com um deles na quina da cama, é isso mesmo os dedos do pé.
Vejo o olhar dos meus colegas voltando suas atenções para mim, alguns não só olharam, ameaçaram um riso e outros soltaram um riso sem graça sinalizando que prestavam atenção naquela idiotice toda.
Continuei minha apresentação trazendo informações que pesquisei no "Santo Google", dizendo: Os dedos dos pés são conhecidos cientificamente como pododáctilos, nessa hora ganhei a atenção realmente de todos da turma e fui transcorrendo no tema como uma expert, e blá blá blá...
Não sei descrever-te ao certo o que foi mais estranho: falar sobre os "dedos do pé", ou notar que tinha sido descoberta.
Não sei bem ao certo em que momento ele me descobriu, mas eu o descobri ao passar desses dois minutos... Nossos olhos fixaram um no do outro e eu soltei um riso escrachado e a classe toda caiu na gargalhada...
A-DO-REI o exercício patético, esse vozeirão, esse risão, esse papelão, você me olhando como se eu tivesse explanado sobre algo relevante como a não existência de decadência no processo previdenciário, enquanto falei apenas sobre os dedos do pé.
Eu sei e Você sabe o significado daquele riso escrachado após a conclusão da explanação.
Daquela apresentação em diante tudo mudou, cada exercício tem uma graça diferente... a gente esboça um riso, um olhar, uma provocação, como a canção de Chico depois brinca comigo ri do meu umbigo e me crava os dentes...
Pra falar a verdade não chegamos a tanto ainda... porém, tem muita gente apostando que a gente vai dar certo... e cada dia mais a gente vai acreditando que isso pode ser uma grande verdade.
Será, que em meio a um riso escrachado na multidão você me encontrou eu te encontrei?
Você acabou...
Hoje levantei já cansada, pedindo colo, querendo ficar amuada em meu canto ao lado de coisas e pessoas que me são referências.
Tomei uma difícil decisão, a partir de hoje eu começo a esquecer meu grande amor... tenho medo de me esquecer junto. Mesmo assim tentarei...
Resolvi que vou sufocar todo esse sentimento que nutri por você até levá-lo a óbito, porque só assim não vou ter que retroagir para me buscar no meio do caminho cada vez que volto para te encontrar.
Aliás, vou te esconjurar, fazer um ritual para expurgar tudo o que se refere a você.
Não quero lembrar do som da sua voz...
Não quero lembrar do gosto do seu beijo.
Nem do cheiro da sua respiração.
Nem quero a sensação do toque suave da sua mão sobre a minha, tampouco a proteção que sinto do calor do seu corpo sobre o meu.
Não, Não e Não repetidas vezes Não....Pela primeira vez não me sinto covarde em prol da minha decisão, ao contrário, me sinto muito encorajada a recomeçar sem você.
Acreditei durante longos anos que se te mandasse embora do meu coração, da minha mente e da minha vida, não sobreviveria nem um minuto com sua ausência...
Estou hoje redescobrindo como é bom poder ser inteira, como é bom sentir-se inteira... e que não tenho que me contentar com as migalhas de atenção e sentimento pra não ficar sem nada, porque sobrevivo sem você.
Nessa tentativa tresloucada de me livrar da sua presença, encontrei alguém muito mais interessante, que se chama EU.
Esse Eu, que ficou sufocado com sua presença que não sabia fazer nada que não fosse para te agradar, para engrandecer seus olhos, ser notada, e ganhar a recompensa de ter você por perto, por poucos minutos ou algumas horas...
Cansei do seu máximo com sabor de mínimo.
Cansei de falar, de calar, de me acabar, de silenciar...
De você... só lamento o tempo que perdi, assim como essa última noite mal dormida para te sepultar nesse conto.
Você acabou...
Tomei uma difícil decisão, a partir de hoje eu começo a esquecer meu grande amor... tenho medo de me esquecer junto. Mesmo assim tentarei...
Resolvi que vou sufocar todo esse sentimento que nutri por você até levá-lo a óbito, porque só assim não vou ter que retroagir para me buscar no meio do caminho cada vez que volto para te encontrar.
Aliás, vou te esconjurar, fazer um ritual para expurgar tudo o que se refere a você.
Não quero lembrar do som da sua voz...
Não quero lembrar do gosto do seu beijo.
Nem do cheiro da sua respiração.
Nem quero a sensação do toque suave da sua mão sobre a minha, tampouco a proteção que sinto do calor do seu corpo sobre o meu.
Não, Não e Não repetidas vezes Não....Pela primeira vez não me sinto covarde em prol da minha decisão, ao contrário, me sinto muito encorajada a recomeçar sem você.
Acreditei durante longos anos que se te mandasse embora do meu coração, da minha mente e da minha vida, não sobreviveria nem um minuto com sua ausência...
Estou hoje redescobrindo como é bom poder ser inteira, como é bom sentir-se inteira... e que não tenho que me contentar com as migalhas de atenção e sentimento pra não ficar sem nada, porque sobrevivo sem você.
Nessa tentativa tresloucada de me livrar da sua presença, encontrei alguém muito mais interessante, que se chama EU.
Esse Eu, que ficou sufocado com sua presença que não sabia fazer nada que não fosse para te agradar, para engrandecer seus olhos, ser notada, e ganhar a recompensa de ter você por perto, por poucos minutos ou algumas horas...
Cansei do seu máximo com sabor de mínimo.
Cansei de falar, de calar, de me acabar, de silenciar...
De você... só lamento o tempo que perdi, assim como essa última noite mal dormida para te sepultar nesse conto.
Você acabou...
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